NOTA

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  • 7 segundos é o tempo gasto pela nicotina para chegar – via pulmão e corrente sanguínea – até o cérebro do fumante.

  • 74% é a porcentagem arrecadada pelo governo brasileiro sobre o valor de cada maço de cigarro vendido no país.

  • 30% da população adulta do Brasil fuma, segundo a Associação Brasileira da Indústrias do fumo (Abifumo).

  • Quem fuma mais de 20 cigarros vive, em média, 22 anos a menos que uma pessoa que não fuma. No Brasil, onde a expectativa de vida é de 68 anos, em média, o tempo de vida desse fumante é de 46 anos.

  • O cigarro afeta as vias respiratórias, diminui a capacidade pulmonar, aumenta a pressão arterial, a freqüência cardíaca e  a quantidade de sangue bombeado pelo coração.

  •  O fumo é responsável por 90% dos casos de câncer de pulmão, 80% dos casos de enfisema pulmonar, 40% dos casos de bronquite crônica e derrame cerebral, e 25% dos casos de infarto do miocárdio.

  • Na maior parte dos casos, basta um cigarro diário durante seis semanas e a pessoa está pronta para fumar por duas décadas.

  • Os donos do tabaco sabem: 90% dos fumantes ficam dependentes da nicotina entre os 5 e os 19 anos de idade.

  • Calcula-se que as companhias de fumo ganham 2,7 milhões de novos fumantes por ano.

  •  A organização Mundial da Saúde, estima que até 2025 o cigarro matará 500 milhões de pessoas em todo o mundo. Desse total, 200 milhões serão crianças e adolescentes que começaram a fumar nesta década.

  • 8 a 10 pessoas morrem por hora no Brasil, em decorrência de doenças associadas ao cigarro.

  • A Organização Mundial da Saúde apurou que, em 1998, havia no mundo 700 milhões de crianças fumantes passivas.

  • Atualmente morrem quatro milhões de pessoas por ano no mundo por causa do tabaco – são 11 mil por dia.

  • Fumar envelhece. A fumaça do cigarro destrói a capacidade que a pele tem de se auto-renovar, ao mesmo tempo que acelera o processo de envelhecimento precoce.

 

O TABACO NO BRASIL

Desde o descobrimento, tabaco já era conhecido no Brasil já que os índios acreditavam em seu poder medicinal e o usavam em rituais médicos-religiosos. Contudo,foi somente no final do século XIX que o fumo começou a ser produzido para consumo do mercado europeu. Em 1903, deu-se início a produção em massa e os cigarros passaram a ser industrializados no Rio de Janeiro. A cultura brasileira do tabaco é secular e realizada em pequenas propriedades, principalmente no sul do país. Não precisa de tecnologias muito avançadas e emprega, muitas vezes, trabalho infantil.

Desde 1993, o Brasil é o maior exportador de tabaco do mundo em volume e, neste ano, 2003, a produção deve girar em torno de 600 mil toneladas.

A exportação do fumo rende, em média, US$ 5,5 bilhões de impostos recolhidos, mais US$ 1 bilhão relativo às exportações, o que representa 2,5% dos negócios externos do Brasil.

O vice-presidente da Federação dos Trabalhadores de Agricultura do Brasil – FETAG, Sérgio Miranda, informa que a área total de plantação de fumo cresce, por ano, de 10% a 15% no país. Ele acrescenta que as indústrias do setor oferecem aos produtores financiamento e insumo e ainda garantem a compra da produção. Para o representante da FETAG, a produção do fumo é uma alternativa de renda garantida para 150 mil famílias na região Sul do país.

  

CONTROLE DO TABAGISMO

Os países membros da Organização Mundial de Saúde aprovaram, dia 21 de maio passado, a Convenção-Quadro para o Controle do Tabagismo. Foi o primeiro documento negociado sob a coordenação da OMS e tem como objetivo diminuir a mortalidade relacionada ao consumo do tabaco. Para que entre em vigor, o Tratado precisa ser aprovado pelos Congressos ou Parlamentos de pelo menos 40 membros. Os Estados Unidos principais opositores das medidas de controle, deixaram de lado a oposição ferrenha a Convenção-Quadro, e se posicionaram favoráveis ao Tratado de Controle do Tabagismo.

O Brasil teve participação destacada e fundamental na formatação do Tratado, não sé porque o Órgão de Negociação Intergovernamental da Convenção- Quadro ter sido presídio pelos embaixadores Celso Amorim e Luis Felipe Seixas Correia, como também pelo Programa de Controle de Tabagismo desenvolvido no país.

Dia 3 de julho passado, o embaixador Celso Amorim, ministro das Relações Exteriores, recebeu, em Genebra, na Suíça, o Prêmio Liderança Global na Área de Controle de Tabagismo, pela participação do Brasil na elaboração do Tratado.